Projeto A cor da Cultura – http://www.acordacultura.org.br/programas

Núcleo de Estudos e Pesquisas das Relações Étnico Raciais – http://tamboresdosmontes.blogspot.com.br/

Blog de reforço em História – http://profpauline.wordpress.com/2012/10/29/a-africa-esta-em-nos-musica-afro-brasileira/

Porta da Cultura Afro-Brasileira – http://www.faecpr.edu.br/site/portal_afro_brasileira/3_I.php

Grupo Cultural Afro Reggae – http://www.afroreggae.org/

Projeto Palmares – http://podernegro.org/projeto-palmares/

 

 

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Nós somos África!

Quando os portugueses escravizavam africanos, havia a pretensão de apagar toda a memória e cultura desses povos. Eles eram separados de suas famílias, misturados com grupos que falavam línguas diferentes, eram obrigados a se converter ao catolicismo e a adotar nomes europeus. Contudo, o contado com esses povos fez com que as culturas africanas se misturassem com as da região. Por isso encontramos vários elementos de origem africana na cultura brasileira. Você já percebeu isso?

E aí? Você já sabia que fala línguas de origem africana? Pois é! No nosso dia-a-dia nós usamos muitas palavras de origem africana.

“Vamos à praia de tanga ou sunga, carregamos a canga na mochila, calçamos tamanco. Brincamos o carnaval da Bahia com abadá, ou dançamos samba com muita ginga, embalados pela cuíca, agogô e ganzá. Comemos caruru e mocotó, botamos dendê no acarajé e no vatapá… Fumamos cachimbo, bebemos água de moringa, damos um pito, tomamos um gole de cachaça, usamos carimbo e não gostamos de camundongo.”

A Cor da Cultura, Mojubá, Programa 5 – Literatura e Oralidade

A herança africana também se faz presente na música. O Samba de roda, por exemplo, é uma dança trazida pelos negros do Congo e de Angola para o Brasil. Nele deve-se fazer uma roda onde duas pessoas dançam no centro e ao trocar de vez com outra pessoa, dá uma umbigada em outro dançarino que vai para o centro. O batuque, que é um termo usado para caracterizar a ‘batida’ de diversos estilos musicais brasileiros é outro exemplo da influência africana, sendo originalmente um estilo de dança de roda e hoje é o tronco principal da música popular brasileira, considerando as suas variações e diversidades.

O samba foi por muito tempo discriminado devido as suas raízes, mas hoje ele se disseminou em diferentes estilos, como os vídeos abaixo permitem identificar:

O samba de raiz

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=SDk-D1as8eg

O samba partido alto:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=lUdxbHbSdf4

O samba-enredo:

http://www.youtube.com/watch?v=9OcFHykhPK0 Depois de descobrir toda essa herança cultural. Que tal registrar alguns elementos da cultura africana que você vê no dia-a-dia? Que tal também fazer um dicionários e palavras de origem africana e assim ficar sabendo o quão rico é o seu vocabulário? Vamos nessa!

Brasileiros notáveis

Se você pudesse escolher algum brasileiro como uma das pessoas mais significativas para a história do país, quem você escolheria?

Nas unidades anteriores nós trabalhamos vários assuntos para refletirmos mais sobre o tema escravidão. Constatamos que a escravidão não se restringiu unicamente aos negros (proposto na unidade I deste trabalho). Em seguida, tratamos das diversas formas de resistência à escravidão (proposto na unidade II desse trabalho), e, as diversas formas de trabalho escravo existentes ainda nos dias de hoje (proposto na unidade III desse trabalho). Que tal pensarmos agora nas grandes figuras brasileiras que tem a sua história de luta marcada pela escravidão ou pela luta por direitos e inserção social dos afro-brasileiros? Investigaremos agora, a partir da biografia de algumas personalidades do movimento negro brasileiro, a luta de alguns personagens contra o preconceito racial, bem como sua atuação na conquista de espaço e reconhecimento do negro e da cultura afro-brasileira no país. São estes:  Abdias do Nascimento (1914 – 2011) e Carlos Alberto Caó (nascido em 1941).

Abdias do Nascimento

Abdias do Nascimento

Carlos Alberto Caó

Carlos Alberto Caó

1˚ passo:

Leia a biografia das personalidades disponíveis no sítio (site) do Wikipedia.

Os endereços eletrônicos (links) disponíveis são:

Abdias do Nascimento: http://pt.wikipedia.org/wiki/Abdias_do_Nascimento

Carlos Alberto Caó:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Alberto_de_Oliveira_(Caó)

2˚ passo:

Agora, assistam e leiam com atenção as fontes sobre as histórias de vida desses personagens nos links abaixo:

Abdias do Nascimento:

http://www.abdias.com.br/

(Página na internet sobre Abdias do Nascimento com apoio do IPAFRO)

http://www.youtube.com/watch?v=tEf_02cQefc

(Documentário Abdias Nascimento, da TV Câmara – parte 1)

Carlos Alberto Caó:

http://globotv.globo.com/canal-brasil/espelho/v/carlos-alberto-cao/2132093/

(entrevista ao Programa Espelho – Canal Brasil – 10/09/2012)

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L7716.htm

(Presidencia da República – Casa Civil – Subchefia de Assuntos Jurídicos LEI n˚7.716, de 05 de Janeiro de 1989 que tipificou o crime de racismo.)

3˚ Passo:

Confrontando esses textos e vídeos, reescreva no sítio da wikipedia a biografia desses personagens, completando as lacunas deixadas no texto. Vamos ajudar a divulgar a história desses personagens ilustres!

Ao produzir o seu texto pense nessas questões:

a) Qual a origem das fontes (sites) citadas? Quem as produziu e qual sua relação com os biografados?

b) Em ambos os depoimentos, tanto de Carlos Alberto Caó quanto de Abdias do Nascimento, no período de suas juventudes são relatadas casos de preconceito racial sofridos por eles. Em que medida você acha que o preconceito interferiu na vida deles?

d) Ambos os biografados tiveram intensa atividade parlamentar, inclusive aprovando importantes leis e datas comemorativas em vigor até os dias de hoje. e leis são essas e qual é a relevância delas?

4º passo: 

No site do Projeto A Cor da Cultura ( http://antigo.acordacultura.org.br/herois/ ) há a biografia de diversos personagens da história brasileira. Você identifica, entre eles, mais alguma figura notável que poderia comparar com os nossos personagens? Conte-nos a história dela e explique porque você a considera uma figura notável!

Escravidão reconfigurada: até hoje um desafio para o Brasil

Quando pensamos em trabalho escravo dificilmente não lembrarmos imediatamente de processos mais distantes de nós na História como a escravidão romana ou a escravidão africana. Porém, a utilização de trabalhadores em condição de escravidão esta presente nos dias atuais e o desconhecimento da existência dessa forma de trabalho na nossa sociedade nos faz ter a falsa ideia de que ela está superada.

A utilização de trabalhadores como escravos ou em condição análoga à escravidão, tanto no campo quanto nas zonas urbanas, constitui-se como um dos principais desafios acerca do trabalho no Brasil e em diversos outros países.

Tendo em vista a importância desse debate para a compreensão da sociedade em que vivemos, analise as imagens e realize uma leitura cuidadosa dos quatro textos disponibilizados abaixo para a realização de um debate em turma.

escravidão contemporânea

comt 2

1- O que é trabalho escravo disponível em: http://reporterbrasil.org.br/trabalho-escravo/

2-  “Roupas da Zara são fabricadas com mão de obra escrava”. Disponível em: http://reporterbrasil.org.br/2011/08/roupas-da-zara-sao-fabricadas-com-mao-de-obra-escrava/

3-  “Bob’s usou trabalho escravo durante o Rock in Rio, aponta fiscalização”. Disponível em:        http://www.brasildefato.com.br/node/26760

4- “Como uma pessoa escrava se torna livre”. Disponível em: http://reporterbrasil.org.br/trabalho-escravo/como-uma-pessoa-escrava-se-torna-livre/

Agora, com os conhecimentos adquiridos, produza um panfleto para ser distribuído na sua comunidade alertando sobre a existência do trabalho escravo na atualidade e quais as formas de combatê-lo. Busque outras fontes de pesquisa para enriquecer seu trabalho e seu conhecimento sobre o assunto.

Mudando o foco!

 

Queridos amigos, nosso objetivo é desempenhar um trabalho dinâmico, enriquecedor, de construção conjunta do conhecimento. Para isto, separamos a temática da escravidão para estudarmos juntos, por ser um tema bem rico e que ainda possui muitos mitos dentro da comunidade escolar, embora haja muitos estudos que propõe analisar o passado buscando entender sobre quais mecanismos a escravidão pode se dar no Brasil de forma peculiar.

Para tal segue uma pergunta que irá nortear toda nossa problemática. A escravidão só foi possível devido seu caráter violento e repressor? Ou havia outros mecanismos de controle e abrandamento do sistema, capaz de proporcionar negociação entre Senhores e Escravos?

Sabemos que no Brasil houve  longos séculos de escravidão. E na maioria das vezes quando falamos neste assunto, lembramos de todo sofrimento e condição da qual as pessoas escravizadas foram submetidas.

Contudo, propomos mudar o foco e olhar como estas pessoas resistiram o quanto puderam a este sistema, seja resignificando as práticas ou lutando abertamente, fugindo, por exemplo, para se ver livre da condição de escravo.

Diante disto,  vamos analisar trechos de documentos.

DOCUMENTO I:

As coisas iam de mal a pior e estava muito ansioso para trocar de senhor, então tentei fugir mas logo fui apanhado, atado e restituído a ele. Em seguida, tentei ver o que aconteceria se fosse desleal e indolente.

DOCUMENTO II:

Os três homens me agarraram e me prenderam de bruços sobre o canhão; foram ordenados a me açoitar, o que fizeram com bastante diligência; ele então exigiu que eu me submetesse  e lhe implorasse por misericórdia, mas isso eu não faria. Eu   disse a ele para me matar se assim o quisesse, mas por misericórdia em suas mãos eu não iria implorar! Também lhe disse que quando me desatassem do canhão, ele deveria  se cuidar; naquele dia, enquanto examinava meu corpo dilacerado sangrando, refleti que, embora estivesse machucado e despedaçado, meu coração não estava subjugado.

  • Analise os dois fragmentos à cima, pontue as formas de resistência contida em cada documento, em seguida, explique o teor do termo subjugado no Documento II e o que ele quer dizer, se pensarmos na questão norteadora de construção de conhecimento do nosso estudo?

DOCUMENTO III:

Meu Senhor, nós queremos paz e não queremos guerra; se o senhor também quiser nossa paz há de ser nessa conformidade, se quiser estar pelo que nós quisermos saber.

Em cada semana nos há de dar os dias de sexta-feira e de sábado para trabalharmos para nós não tirando um destes dias por causa  do dia santo. (…)

Faça uma barca grande para quando for para a Bahia nós metermos as nossas cargas para não  pagarmos fretes.

DOCUMENTO IV1

  • O Documento III foi proposto a Manuel da Silva Ferreira em 1789, nele mostra nos o esforço de negociação dos escravos, já que é um documento fabricado por tais atores . Ele rompe com a idéia de escravo coisificado, passivo. É sabido que as duas representações  (Documento III e IV) são diferentes no espaço e no tempo, contudo há elementos que convergem. Analise cuidadosamente e levante questões que possa dialogar com os dois documentos fornecidos.

Fontes:

Documento I e II: Revista Brasileira de História – São Paulo, ANPUH/Marco Zero, vol.8, nº 16, março de 1988/agosto de 1988.Escravidão. Número especial. Organizado por Silvia Hunold Lara, Universidade Estadual de Campinas. Pág. 269 a 284. Trechos da Biografia de Mahommah G. Baquaqua.Este documento foi encontrado  por Peter Eisenberg

Documento III: Tratado proposto a Manuel da Silva Ferreira, pelos seus escravos durante o tempo em que se conservaram levantados (c.1789) [Engenho de Santana, Recôncavo da Bahia, séc. XVIII].

Documento com atualização ortográfica. Este documento foi encontrado em arquivos portugueses e publicado originalmente em: SCHWARTZ, Stuart B. “Resistance and Accommodation in Eighteenth-Century Brazil: The Slaves view of Slavery”. HISPANIC AMERICAN HISTORICAL REVIEW, Vol. 57, número 1, PP. 69-81.

DocumentoIV: http://fabiopestanaramos.blogspot.com.br/2011/01/atuacao-dos-escravos-de-ganho-na.htm

Historicizando a escravidão

Quando falamos em escravidão, é difícil não pensar nos navios negreiro superlotados de africanos sendo desumanamente vendidos nas Américas por europeus. Assim como é difícil não lembrarmos das perseguições e punições dadas no Brasil aos negros fugidos; da resistência de Palmares; da herança africana presente na nossa cultura (língua, costumes, vestimenta, música, culinárias e etc.). Contudo, a escravidão é muito anterior ao tráfico de africanos e não se restringiu aos negros.

Partindo dessa afirmativa, organize cronologicamente as imagens abaixo, identificando, ao lado, a sociedade que está sendo representada.

Pintura da tumba do artesão Menna mostra prisioneiros de guerra arando o solo, c. 1422-1411 a.C. Egito.
Pintura da tumba do artesão Menna mostra prisioneiros de guerra arando o solo, c. 1422-1411 a.C. Egito.
Obra “Mercado de escravos em Roma”, quadro do pintor francês Jean-Léon Gérôme, 1884
Obra “Mercado de escravos em Roma”, quadro do pintor francês Jean-Léon Gérôme, 1884
Jean-Baptiste Debret. Apresamento de índios. Século XIX
Jean-Baptiste Debret. Apresamento de índios. Século XIX
Jean-Baptiste Debret. Jovens negras indo à igreja para serem batizadas, 1821
Jean-Baptiste Debret. Jovens negras indo à igreja para serem batizadas, 1821

Caracterizem os escravos das imagens e como eles estão sendo representados. O que mais lhes chamou a atenção? Depois pesquisem qual tipo de escravidão está sendo representada em cada uma dessas imagens, apontando as suas semelhanças e diferenças.

Nessa pesquisa vocês puderam perceber que várias sociedades escravizaram diferentes tipos de pessoas e que nem sempre a cor da pele foi um elemento decisivo para escravizá-las, certo? Então, com base na sua pesquisa, e com os textos sugeridos abaixo, definam, com suas palavras, o que seria escravidão.